Começa a jornada para o livro!
Quando começo o projeto de um livro, na minha experiência pessoal, um eixo central vai se formando na mente: onde quero que o leitor chegue através das imagens mentais que meu texto possa fazer emergir? Como jornalista que fui, aprendi que o mais importante não é encher o leitor de conceitos, mas de imagens mentais com as quais se identificar.
Vivemos num mundo visual. Por isso, o meu livro Psicologia Encantada traz na sua capa uma escada, símbolo de um avanço degrau a degrau para a realização da calma alegre e criativa de si.
Logo no título, sugeri que a Psicologia é uma ciência, mas também deve encantar o cliente para que a relação com o seu potencial de cura esteja primeiro em suas mãos, depois com seu terapeuta ou caminhando por conta própria. Então, preferi a simplicidade de exercícios fáceis que eu já sugeri em consultório.
O Encantamento do Perdão busca referências na ACP - Abordagem Centrada na Pessoa, criada pelo psicólogo Carl Rogers. Pode parecer impossível perdoar quando se está sofrendo. Ao mesmo tempo, sugere que o poder de sair da crise não pode ser deixado nas mãos de um instrutor externo: é uma decisão da pessoa. Difícil?
Deixe essa ideia trabalhar lentamente: o que essa crise está querendo me ensinar sobre a situação que eu vivo? Posso me perdoar por ter entrado numa crise com minha saúde, minha liberdade, minhas relações com os outros e comigo mesmo?
Pensamos que o mais fácil seria deixar o perdão para o fim do processo de cura (o que pode ser perdoado?), mas ao buscar a terapia já estamos admitindo que não podemos mais carregar escuridão nos nossos sentimentos, que ansiamos pela luz e pela clareza que nos liberta da dor.
Agressores externos usam nossa fragilidade para nos atingir. Que tal dirigir o perdão primeiro para nós mesmos, na compreensão de que merecemos respeito, amor e cuidado?
No próximo post: o primeiro exercício do Encantamento do Perdão.

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